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EM AZEITÃO COMPARAM-NA A JOSÉ MESTRE BATISTA!
Isabel Ramos
Azeitão - 12 Julho 2009 "Ferros (outra vez) "à Batista"! É mesmo, para Isabel Ramos, a hora da verdade. A "miúda" que há poucos anos apareceu nas arenas, sem apelido sonante nem passado histórico ou antecedentes fortes nas lides, a que um dia apelidei de "Princesa", ressurge este ano com uma postura mais madura, mais toureira e convictamente decidida a marcar com um toque feminino renovado (e que já não tem que se equiparar com mais nenhuma toureira) uma posição muito sua e muito vincada no panorama taurino actual. Não há que estranhar, nem que referenciar que há uma "nova" Isabel, apenas que há uma toureira renovada; ou melhor, que evidencia natural e esperada evolução. Mais que isso: um progresso enorme, previsível pelos que acreditaram nela (fui um deles, orgulho-me), normal como corolário de quem se entregou de alma e coração à vontade de vingar e triunfar, sem se limitar a ser só "mais um" (uma, no caso). Nada disso. Isabel Ramos, a "Princesa" que está prestes a ser coroada Rainha, veio para ficar, como escreve o Hugo Teixeira. Está em momento fenomenal, como refere Solange Pinto. Elegeu como seu o toureio frontal, o toureio que arrepia, o toureio onde a verdade se expressa e onde a arte se não compadece com artimanhas facilitadas. Vai vingar por si própria e pelo seu mérito, sem recorrer a "histerismos", sem imitar, apesar de se reconhecer que "bebeu" do "mestre" Rui Fernandes a frontalidade, a ousadia e o risco que caracterizam a carreira deste cavaleiro. Os ferros que cravou em Azeitão com o cavalo "Quiebro" são, ninguém tenha dúvidas, "ferros à Batista". O toureiro que mesmo depois de morrer continua a ser imortal, pode finalmente ter sucessor. Sucessora, neste caso. Giro ser uma mulher. Giro ser uma jovem. Vejam a Corrida TV Norte este domingo, em directo da Póvoa de Varzim. Aposto na Isabel. E arrisco. Confirmem - ou desmintam - o que acabo de escrever. Comparem. Mesmo sabendo que jamais haverá comparação possível com esses ferros que paravam corações e que foram a imagem de marca - eterna - do revolucionário Batista Ou talvez até possa haver...Outra vez." Por Miguel Alvarenga in "Jornal Farpas" "Isabel ramos: a hora da verdade Isabel Ramos esteve simplesmente fenomenal nos dois novilhos que lidou. É impressionante ver como teve argumentos e capacidade de encantar o público fazendo um bis triunfal. Os cites foram vistosos, os ladeios na brega, as colocações dos oponentes em sorte, as reuniões, tudo como manda a lei e principalmente tudo como faria já um cavaleiro de alternativa." Por Solange Pinto in "Jornal Farpas" Em Azeitão, por uma tarde, os toiros tiraram o protagonismo às tortas e ao vinho "A praticante Isabel Ramos vinha para dizer que a festa também é evolução. Originalidade na casaca e no tricórnio, não convencionais, mas igualmente bonitos. Por Rui Loção in "Tauromania"
Recebe o seu primeiro oponente, um toiro negro e gordo, com dois compridos muito bons, após falhar o primeiro. Nos curtos, com o toiro que se arranca de qualquer lado sempre com alegria e "som", no primeiro cita de largo, encurta terrenos e crava com temple ao piton contrário; nos seguintes descobriu o filão. Com cites alegres provoca o público e o toiro e crava mais três curtos neste toiro que veio a calhar para o triunfo. Sempre muito ligada, com remates vistosos e ladeios que chegam ao respeitável e alegram o conclave. No seu segundo, um toiro negro bonito de tipo, embora escorrido, falha novamente o primeiro comprido, mas crava de seguida dois bons ferros no centro da praça. Nos curtos, com outro oponente sempre pronto a colaborar, crava de frente, com muito sentido de lide, temple e gosto, pondo a praça ao rubro com os seus cites e remates. Há a salientar nesta lide o primeiro, o quarto e o palmito com que se despediu debaixo de uma forte ovação."
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